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Vialonga


Vialonga é uma freguesia portuguesa do concelho de Vila Franca de Xira. Foi elevada a vila em 24 de setembro de 1985. A 21 de Abril de 1903, o Rei D. Carlos concedeu o título de Conde de Vialonga ao General João de Benjamim Pinto, Oficial Mor da Casa Real e Vedor da Rainha Dona Maria Pia, senhor da Quinta das Maduras, que veio a acompanhar, juntamente com a sua família, a Rainha Dona Maria Pia e o Infante D. Afonso, Duque do Porto, no exilio em Nápoles, após o derrube da Monarquia a 5 de Outubro de 1910.

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Monumentos


Um pouco da história de
Vialonga (As Origens)

Instrumentos de pedra lascada do período paleolítico inferior e médio testemunham a ocupação destas terras, por povos nómadas, junto dos principais cursos de água – Tejo. Já no final do período neolítico, comunidades que se ocupavam da agricultura e criação de gado, ocuparam as elevações e vales desta zona .Atestam-no os cemitérios dolménicos de Monte Serves e Casal do Penedo em Vialonga , bem como grutas funerárias na Verdelha do Ruivo ( em parte desaparecidas ou danificadas ). Foram também encontrados objectos de carácter religioso, adornos, armas metálicas e cerâmica campaniforme.
Pensa-se que o povoado local remonte à época da dominação árabe esta ideia é suportada por algumas designações toponímicas ainda existentes, como Alpriate e Alfarrobeira.
Foi, desde o seu início, considerada a melhor e mais fácil via de acesso a Lisboa. A comprová-lo ficou a ” Aguarella de Villa Longa” da autoria de Pier Baldi que seguia na comitiva do grã-duque da Toscana – Cosme de Medicis – que ali jantou em 1669, aquando da sua jornada por Portugal.
(Já na era romana terá feito parte da importante via de comunicação OLISSIPO/BRACARA – Lisboa/Braga).
Os documentos escritos mais antigos que se conhecem são:
• Documento de compra e venda, datado de 1191, de uma propriedade em Alpriate, também referenciado nas Inquirições do reinado de Afonso III no século XIII.
• Petição feita pelos ” vizinhos de Vialonga “, em 1390, para erguer uma ermida, para cumprimento dos seus deveres religiosos, já que a Colegiada de S.André, integrada na paróquia de S. Iria da Azoia, à qual pertenciam até então, fora transferida para Lisboa, a 18 Km de distância.
• Carta de Privilégio, concedida por D. João I aos Caseiros da Quinta de Vialonga em 1397.
A sua denominação apresentou ao longo dos tempos algumas pequenas diferenças: Vila Longa, Via Longa, Via-Longa, Vila-Longa, Vialonga.

Quadro Económico e Social

O clima ameno e o solo fértil desta zona atrairam muitas famílias abastadas que aqui construiram quintas, na sua maioria como residência refúgio depois do terramoto de 1755:
Do Convento de Nª. Srª dos Poderes, de Miraflores ( Verdelha dos Ruivos ), de Lafões ( Alpriate ), de António Couceiro ( Morgado ), do Conde de Vale dos Reis ( Flamenga ), do Desembargador Filipe Abranches ( Mogos ), de D. José Botelho ( Verdelha ), do Duque do Cadaval ( Alfarrobeira ), da Palmeira, do Serpa, dos Caniços, de D. António Silveira, de Boca da Lapa, de D. Francisco Noronha.
Habitadas temporária ou permanentemente por famílias de classe social elevada, algumas delas eram verdadeiras obras de arte e bom gosto. Desse esplendor ainda hoje restam alguns vestígios.
Constam também registos de grande quantidade de casais:
Sta. Cruz, Carrapito, Aguieira, Barqueiros, Carriça, Concelos, Curral, Espragal, Estanques, Monte, Murtais, Pilotas, Freixo, Granja.
A maior parte do povo ocupava-se do trabalho agrícola ( trabalhadores braçais, lavradores, caseiros, rendeiros, guardadores de gado, moleiros ).
Havia alguns artífices e outros profissionais ( pedreiros, sapateiros, barbeiros, alfaiates, tendeiros, um pescador e um barqueiro).
A pedreira do Conde de Vale dos Reis , junto aos Casais de Sta. Cruz, ocupava também alguma mão de obra na obtenção da pedra de lioz de várias cores.
Como profissões mais diferenciadas havia um médico, um cirurgião um boticário, um homem de negócios e vários eclesiásticos.
As classes altas serviam a magistratura, a Igreja e o Exército.
Nesta zona se travou em 1449 a batalha de Alfarrobeira, entre o rei D. Afonso V e o infante D. Pedro ( morto no combate ).
Estabelecido na Igreja de Nª. Srª da Assunção, sustentado pela Mesa da Irmandade das Almas, existia um Hospício , ” para agasalho dos pobres mendicantes “.
Um ” padecimento contumaz e importuno ” – a dor da pedra ( cólica renal com litíase ) – era tratado, ao que diziam com êxito, com a água do Casal do Carrapito.
Também à imagem de Santa Eulália eram atribuidas propriedades curativas para alguns padecimentos; para o efeito o ermitão preparava um unguento a partir do pó que extraia da pedra de que era feita a imagem.

Conventos

Convento de Nª. Srª. do Amparo, ( também identificado como Casa Nova ), em Verdelha do Ruivo de frades capuchos, fundado em 1546;

Convento de Nª. Srª dos Poderes, na Quinta de S. Maria, de freiras franciscanas até 1575 passando nessa data para a Ordem de Santa Clara, fundado em 1562.

Cronologia

1527 – Desde esta data Vialonga esteve incluida no termo da capital do Reino. A posse da terra pertencia á Coroa, a tutela administrativa cabia ao Senado Lisbonense; do ponto de vista judicial era sujeita ao Corregedor do Crime do Bairro da Ribeira em Lisboa; eclesiàsticamente enquadrava-se na Diocese de Lisboa Oriental.

1852 – Extinto o Termo de Lisboa, por diploma de 11/09, foi a Freguesia de Vialonga incorporada no concelho de Olivais.

1886 – Em Julho deste ano procedeu-se a nova remodelação do concelho de Lisboa e Vialonga passou a integrar o concelho de Vila Franca de Xira.

1974 – Em Junho deste ano procedeu-se à instalação da primeira Comissão Administrativa na Autarquia.

1976 – Realizaram-se em Dezembro as primeiras Eleições Autárquicas.

1985 – Em 24 de Setembro Vialonga foi elevada à categoria de Vila.