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Fábrica dos moinhos

Tipo de património

Património material

Valor Patrimonial

Valor histórico

Estilo

Estilo Romântico






Descrição




Atualmente em ruínas, a fábrica dos Moinhos da Póvoa de Santa Iria, foi o primeiro pólo industrial desta zona e terá contribuído para o seu desenvolvimento económico e social.

Foi construído em 1877 e quer pela sua dimensão, quer pela tecnologia de ponta com que estava equipado, era uma das indústrias mais desenvolvidas do país.
Rivalizava com as suas congéneres de maior porte, tais como a Fábrica do Caramujo, da Pampulha e do Beato.

Foi edificada com base no modelo dos moinhos de Corbeil, que era na altura o expoente máximo da moagem industrial. Nos seus quatro pisos, os vários estágios de fabrico da farinha eram processados em cadeia, dando origem a uma “linha de montagem” que os percorria do primeiro ao último andar.

Também a maquinaria era da melhor tecnologia de então, a fábrica estava equipada com treze moinhos de pedra francesa, um sistema de limpeza e peneiração, animados por dois motores a vapor de 14 Cv e 80 Cv.

Mais tarde já nos anos 50 do séc.XX foi então modernizada com motores eléctricos, com um posto de transformação e um grupo de ensilagem.

O projecto dos silos de betão data de 1953 e foi da autoria de um engenheiro civil, não consegui apurar os nomes quer do arquitecto, quer do engenheiro, mas a sua traça é característica do período romântico e a sua estrutura volumétrica é funcional, destacando-se pela fenestração que prenuncia a arquitectura sustentável pelo aproveitamento da luz solar.


Sinais de degradação



Os efeitos da chuva ácida sobre os monumentos históricos são provocados pela ocorrência de reações inorgânicas, denominadas reações de dupla troca.

Vale ressaltar ainda que toda chuva apresenta teor de ácido.

Além do desgaste físico (pequenas quebras) promovido pelo contato da gota da chuva com as construções, também ocorre um fenômeno químico,
com processos que levam à perda de massa das edificações.

Esta fábrica dos moinhos da Póvoa de Santa íria manteve-se em laboração até meados dos anos 80 da última centúria, foi mais tarde vitima de um violento incêndio o que a condenou a um completo abandono e ao seu agonizante estado de conservação como se pode observar.